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Resenha adaptada e
traduzida por: A Saga de Hades é forte em referências mitológicas. Além do Inferno inspirado em a "Divina Comédia" de Dante Alighieri, há os 108 espectros, cujas estrelas foram inspiradas na novela chinesa "Na Borda da Água". Aqui uma completa tese sobre as correspondências. A novela "Na Borda da Água" * Como não tenho conhecimento de públicação oficial desta obra em língua portuguesa não posso afirmar como seria a adaptação do título. Esta novela diz que a dinastia Song do norte da China (século XII) viveu seu apogeu a seguir, declinando-se a seguir lentamente, vítima do corrupção e da decadência moral. Neste momento foras-da-lei, que eram da faixa pantanosa dos Montes Liang (os Cavaleiros das 108 estrelas), desafiaram a autoridade imperial e morreram sob os golpes de seus torturadores. "Na Borda da Água" conta uma história imortal: Os indivíduos (notável, militar, intelectual, anárquico e filosoficamente...) que não toleram a injustiça, nem a arbitrariedade, nem o abuso do poder, que são nestes que a lenda é eterna e que suas popularidades desafiam os séculos. A Estrela Milagrosa A novela se abre em um período da crise do imenso império chinês. Exatamente em 1058, sob o dinastia Song, As epidemias devastam o país. As inundações e os incêndios vêm a piorar a situação e jogam o próprio Filho do Céu na agitação. Neste momento um ministro formula uma recomendação: Apelar a um homem santo, um Zhang perfeito, um grande mestre do tao (taoísmo) descendente de Han para ajudar a nação. É ao grande marechal Hong Xin que caberá a honra de inquerir (chamar) o sacerdote de modo que venha celebrar na capital um ritual que pretendia exaurir todas as pragas. Mas, Hong Xin não era paciente e caíra nas armadilhas impostas pelo santo homem que testava a sua determinação. Assim, rendendo-se a seu impulso, fez cair do céu uma estrela a séculos escondida. Graças a esta estrela que os grandes mestres taoístas aprisionaram tempos atrás os 108 reis-demônios impedindo que a China sucumbisse. Mal se dera o sacrilégio, 108 raios escaparam em um atordoante trovão e transformaram-se em estrelas a brilhar no firmamento. Estarrecido, o marechal não comentara uma palavra sequer sobre o ocorrido e o Zhang recebera o pagamento por sua cerimônia pondo fim ao cataclisma que aflingia o país... Mas as 108 forças desencadeadas, conseqüentemente, porão a China no fogo e no sangue. Semearão a desordem e agitarão as mesmas bases da autoridade imperial. Descobrir-se-á somente no encerramento da novela, mas as 108 estrelas era protegida pelo herói malévolo da novela, dando nome ao bando que se tornará imortal sob o nome de Cavaleiros das 108 estrelas. Aqui é fácil estabelecer a ligação com as estrelas que Dohko supervisionara por 243 anos e cujos 108 espíritos escaparam aos espectros maléficos do começo da Saga de Hades. A
Distribuição das Estrelas em Celestes e Terrenas. Nesta novela como é composta a elite dos Cavaleiros das 108 estrelas? O que as 36 estrelas celestiais representam? Reparar-se-á na leitura que de notáveis e soldados é composta a casta celestial...Contudo também fazem parte das suas fileiras camponeses. (Sendo assim não justificada um diferenciação entre "celestes" e "terrenos" por sua composição, n/t). Seriam então os precursores a tomar partido e se unir a causa de Chao Gai e Song Jiang a formas a seleta casta? Certamente não! Alguns de seus membros juntaram-se ao bando somente nos capítulos finais. Seriam então estes 36 equipados com motivações mais nobres que seus amigos "terrenos"? Ou a moral destes era mais respeitosa de valores? Com certeza, novamente, não! Os assassinos mais cruéis assim como os salteadores mais inescrupulosos encontram seu lugar entre eles. A moral não é o forte dos personagens da novela "Na Borda da Água". De fato na novela nada responde esta pergunta. Em Seiya Saint pode parecer que todos os espectros identificados com uma estrela celestial lutariam nos infernos (ou seja, seriam responsáveis por posições e fortificações no Hades, n/t), Enquanto as estrelas terrenas são emitidas à superfície (digamos, a infantaria, livres para ataque exterior, n/t). (O autor original desta tese aqui vem a expor certos argumentos que vem a contrapor a idéia supra-citada, Adiante explicitarei justificativas que, ao contrário do que ele vem a mostrar a seguir, enfatizam a tese prima, n/t). Porém o "Taizen", especifica-nos as estrelas dos espectros, quebrando esta teoria, já que alguns espectros portadores de uma estrela terrena aparecem no inferno. Então talvez esta classificação dependa do poder do espectro, já que, ao menos, os três kyotos possuem estrelas celestiais os demais poderiam ser tomados pelo seu poderio. Mas, então, por que Myu é terreno enquanto Ivan é celestial? Nem no contexto de Saint Seiya nem na obra de inspiração a respostas para tais perguntas. (Parece-me que o autor original não levou em consideração o fato de todos os 108 espectros estarem reunidos originalmente no "inferno" do hades após o rompimento do selo de Athena, Algum tempo depois a infantaria devia estar no Castelo de Pandora na Alemanha. Somente quando Radamanthys ordena que 22 espectros partissem para invadir o Santuário e vigiar os Dourados revividos é que houve a dispersão dos espectros. Naturalmente os 22 escolhidos eram da infantaria, ou seja, eram 22 terrenos, que não guardavam postos no Hades. Eram 22 dos 72 terrenos. Obviamente restavam ainda 50 terrenos a vagar pelo inferno a espera de ordens e alerta a invasores. Logo nada impedia que espectros de estrelas terrenas defendessem espaço sagrado, por isto o termo celestial para os defensores do inferno. Este fato ressalta a tese primeiramente exposta pelo autor, n/t) As
108 pérolas do colar de Shaka O mala
(ou o "aksamala") é um colar composto de 108 pérolas que os
budistas usam em seus mantras. Este número é sagrado porque representa
o número de tentações que Buda resistiu antes de alcançar a iluminação.
Simboliza também as 108 fraquezas humanas e os 108 erros que impedem de
se alçar o nirvana. Em Saint Seiya, Shaka usa um mala contra os
espectros. Certamente, este mala é usado contra as 108 fraquezas
humanas nas orações budistas, fraquezas que podem ser comparadas as
108 encarnações maléficas das estrelas nos soldados de Hades. Conseqüentemente,
cada espectro morto é uma pérola enegrecida, cada mantra pregado é
uma perola contada. Outras Correlações (tópico à parte da tese de Vincent) A temática do número 108 originada nesta obra (ou vice-versa, esta obra originando-se de um mito) é amplamente utilizada justificando várias práticas culturais, lendárias e históricas. São 108 os monges guerreiros do Templo Shaolin em sua fundação. Que ademais, estes monges possuem entre suas táticas mais poderosas o Ataque das 108 mãos. A cada ano novo o sino dos templos xintoístas, taoístas e budistas badalam 108 vezes afim de expulsar os 108 reis-demônios de cada fraqueza humana. A palavra "masei" é de origem japonesa que significa espectro ou demônio. (Meio redundante dizer que um espectro possui ou tem uma masei. Ele é a masei). A
lista completa Entre os 108 espectros a serviço de Hades nem todos são revelados ao público: - 22 são conhecidos; - 39 aparecem no mangá sem serem nomeados; 19 deles a estrela é especificada no "Taizen" (páginas 122, 123 e 124); - 47 não possuem nenhuma informação, embora no mínimo 8 apareçam de relance no mangá. Não incorpore a
esta lista : Pandora, os rebeldes do Santuário, soldados do tipo
de Marukino, o Cérbero, Thanatos, Hypnos, e Hades. As
108 Estrelas Maléficas da Novela "Na Borda da Água" em
comparação com as Maseis de Saint Seiya
Em itálico nomes em francês ou inglês a serem traduzidos. Algumas estrelas
são indicadas em Saint Seiya como celestiais, mas originalmente, são
terrenas. Kurumada mudou a natureza destas estrelas em sua obra. Teria
sido um erro ou haveria uma razão particular? As estrelas alteradas estão
marcadas com (*) sendo dos espectros Faraó, Rock, Queen e Stand (Ambos
parecem proteger algum ponto no inferno, sendo assim celestiais por
definição. E principalmente porque Kurumada assim os renomeou, n/t)
Certamente percebemos que algumas estrelas aparecem duas vezes na listagem, tanto no campo celestial quanto no campo terreno. 19 ao todo. São suas virtudes: Bravura, Heroísmo, Ferocidade, Prestígio, Inteligência, Orgulho, Solidão, Vitória, Escuridão, Ajuda, Vacuidade, Velocidade, Singularidade, Insignificância, Retrocesso, Eqüidade, Desvantagem, Violência e Ingenuidade. (Aqui se encerra a tese de Vincent). As Surplices A palavra Sapúris propriamente dita não é encontrada no vocábulo japonês. De acordo com "LosCaballerosDelZodiaco@groups.msn.com", contudo, também seria uma palavra de origem japonesa que significaria "vestindo uma armadura". Sob a mesma fonte. Pesquisas levariam a crer que também se chamava de "sapúri" espécies de bálsamos nos cadáveres egípcios. Enfim, Sapúris, dar-se a entender sempre uma espécie de vestimenta para o corpo. Sabe-se realmente que na versão inglesa as sapúris são apresentadas como "surplices", ou ainda sobre-pele. Masami Kurumada inspirou-se em diversos mitos para compor o quadro de Surplices de sua história, desde mitologia celta a obras literárias de estilo nórdico (John Ronald Reuel Tolkien e seu universo de Senhor dos Anéis), passando ainda pelo hinduismo e judaísmo. Citando exemplos: Alraune (Mandrágora) de uma lenda celta. Balrog, um maia da teogonia tolkieniana. Sempre correlacionando tais monstros com o inferno. Um monstro celestial como a Garuda, porém, é exceção. Contudo,
o autor de Saint Seiya não explicitou todas as 108 maseis (não digo no
termo de estrelas, sim no termo de espectros com suas respectivas Sapúris).
Vamos nos ater a um quadro explicativo dos guerreiros apresentados:
*
Lycaon, o mito, deu origem as lendas dos lobisomens. - Deep, o monstro
é facilmente identificado em livros e bestiários de RPG como sendo o
monstro Eyes of the Deep. - Elfo, nesta particularidade deve
representar o Elfo Negro. - (s/t), ou seja sem tradução, monstro de
poucas heranças literárias para se fazer alusão. Como
já vimos Kurumada ainda apresenta de maneira sutil no mangá outros
espectros. Aqui apresentamos imagens escaneadas em contraposição a uma
série de fanarts do artista italiano Marco Albiero
(www.tuttomanga.com/marcoalbiero.html).
* Os nomes dos espectros são ficcionais. Ou seja, Atribuído a eles pelo fanartista Marco Albiero. Com as Sapuris isto não ocorre, pois, como podemos ver em seus esquemas montados nos próprios desenhos (veja site do autor) elas também tem contexto literário. Aparecendo em diversas obras que abordam o inferno. Desde a Divina Comédia de Dante ao Paraíso Perdido de John Milton dentre outros mitos. Farfarello é citado na divina comédia como um demônio que acompanha Dante e Virgílio pelo inferno. Sasquatch é tema de um filme. Etc... Contudo também não são denominações oficiais, somente vou utilizá-los para facilitar a identificação. São 24 surplices identificadas . Além de outras 13 sem identificação até agora. Então temos 22 amplamente conhecidos, mais 24 coadjuvantes, 13 sub-coadjuvantes e 49 sem total informação a respeito. Mú afirma ver no mínimo vinte espectros no Santuário. Contabilizamos no mínimo 21, Niobe, Myu, Raimi, Ochs, Mils, Cube e Giganto entre os conhecidos, logo faltam 14. E eles são identificados em imagens do mangá. 5 morrem na casa de leonina nas mãos de Aioria ao lado de Raimi. (Strega, Callibrina, Libicocco, Farfarello e Plecottero) que não aparecem mais na seqüência da trama, tendo-se claramente imagem de 2 (Strega e Libicocco) sendo mortos pelo Cavaleiro de Ouro de Leão. Aliás, na página 56 da edição 35 vemos todos eles aparecerem vivos denovo. Bem, logo restam 9 que morrem nas mãos de Shaka. 5 (Aranha, Ciriato, Centopéia, Talpa e um desconhecido) São vistos claramente a morrer com a Rendição do Rei das Trevas ao lado de Giganto. Mas como antes haviam aparecido outros 4 espectros (Orc, Múmia, Gecco, Murena) que não morreram na Casa de Leão, fatalmente foram mortos por Shaka. Completando-se assim 21 invasores. Não está claro no mangá que os espectros se dividem igualmente ao controle dos três kyotos. O pressuposto seria que cada um comandasse 35 espectros (11 Celestiais e 24 Terrenos). Pegando Radamanthys como exemplo. Sob suas ordens 21 espectros terrenos invadiram o Santuário. Restam 3. Quando os Cavaleiros de Bronze ameaçam Wyvern no Castelo na Alemanha surgem mais alguns servos. Ao todo, na cena, aparecem 15 espectros. Valentine, Gordon, Sylphid e Queen são celestiais na concepção de Kurumada. Tem-se então ainda 11 espectros. Somente 2 destes podem ser terrenos, incluindo Zeros de Frog, Os outros nove seriam celestiais. (O que estoura a cota limite). Assim há uma aparente incongruência na divisão da hierarquia. Apesar que nada impede que dois servos dos outros kyotos estivessem presentes no castelo. (Provavelmente isto ocorrera). Mas assim fica impossível distingui-los. A Minos é sabido que Rune é seu servo pessoal. Quanto a formação desses exércitos nada é certo além disso. Voltando um pouco no tema classificação de maseis. A Enciclopédia Saint Seiya diz que 19 dos 39 espectros coadjuvantes possuem maseis conhecidas. São eles: 3 supostos espectros de Radamanthys - 7 supostos espectros sob comando de Giganto - 4 espectros do Rio Cocyto - e 5 citados como os espectros que faltam. Porém não é possível correlacionar suas estrelas pessoais com suas imagens. Se faz necessário a utilização das imagens da Enciclopédia Saint Seiya "Taizen". E aqui estão elas: (agradecimento à Death Mask HP). Na primeira imagem (pgs 122 e 123) vemos os 7 espectros a comando de Giganto pela ordem oriental da direita para esquerda são eles: Múmia, Strega, Plecottero, Centopéia, Toupeira, Ciriato e Aranha. Então são respectivamente as maseis terrenas de: Conforto, Vastidão, Velocidade, Penalidade, Posse, Loucura e Escravidão. Na segunda imagem (pg 124) existem 3 quadros que pode se observar os grupos de espectro que restam: os 4 espectros do Rio Cocyto (acima), os 3 espectros de Radamanthys (centro), e os demais espectros (a direita, na cena aparecem 6 espectros, mas somente 5 são nomeados com maseis, obviamente o espectro do canto superior esquerdo , página 80 da edição 45 brasileira, não é levado em conta, por justamente a imagem da enciclopédia excluí-lo da cena). As maseis dos 4 integrantes da cena do Rio Cocyto são terranas nomeadas por Esclarecimento, Progresso, Retrocesso e Consumação. Assim identificamos pela sequência de leitura oriental que Piatolla, o único com sapúri conhecida, é a masei terrana do Progresso. Os outros três são desconhecidos. Vemos que um espectro desconhecido, Sasquatch e Sépia (do grupo de Radamanthys) possuem, então, as maseis de Prestígio, Ferocidade e Assombração, respectivamente. No último quadro as maseis terrenas da Mal, Destino, Eqüidade, Vacuidade e Razão são representadas pelas sapúris de Peleotto, Gigante, uma desconhecida, outra desconhecida (que me parece ser Iguana), e Órtros, pela ordem. Este
quadro serve como síntese:
Já demonstradas e
identificadas as maseis que faltavam resta-nos agora somente, por
curiosidade, catalogar os maiores "Caça-Espectros" da época
contemporânea de Saint Seiya. Foram contabilizados 53 espectros mortos
por estes guerreiros. 8 espectros que apareceram ao longo da história não
tiveram sua morte definida. Enquanto que os outros 47 não foram nem
mencionados. Vale ressaltar que cada guerreiro pode ter eliminado um número
maior de espectros por não ser extremamente detalhados os passos de
cada um no território inimigo. Dohko, que aparentemente não derrotou
um espectro sequer pode ter ajudado a dar cabo nos outros 47, ao lado de
Shaka e Atena, os primeiros a invadir o Hades. Até mesmo Máscara da
Morte e Afrodite podem ter eliminados alguns adversários quando
voltaram ao Hades antes de lutarem contra Radamanthys. Etc...
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